domingo, 23 de novembro de 2008

EDIÇÃO 18 - OUTUBRO


NOSSO SER E NOSSO TER

Nossa conduta como pessoa passa pelo nosso comportamento, e para trilharmos a cada dia o verdadeiro caminho na vida, precisamos estar sempre praticando o bem pelas palavras que Cristo nos transmite, palavras que revigoram o indivíduo e são capazes de mudar tudo ao nosso redor. É assim que evoluímos e melhoramos nosso interior, e em conseqüência disso, também nosso exterior que corresponde às nossas atitudes. O ser humano tem dentro de si a facilidade de exercer um poder até então desconhecido, que permanece quieto, enquanto não usamos como uma ótima ferramenta construtora de valores e virtudes. O poder referido é o nosso ser e o nosso ter, que jamais podem andar separados, pois um depende do outro para aparecer o sentido da bondade, da compaixão e do humanitarismo, tão necessário para acabar com as injustiças predominantes, buscando sempre resgatar nossa felicidade humana. Temos de nos conscientizar que o mais importante na vida começa pelo o nosso “ser”, que às vezes de tão esquecido, fica até difícil de conseguir na nossa labuta diária. Entretanto, é preciso buscá-lo mesmo com os problemas que surgem, pois seus benefícios são eternos. Um indivíduo que vive pela simplicidade de seus atos – para amar não precisa ter qualificação – e passa isso adiante como exemplo a outras pessoas, contribui de forma direta e objetiva para a mudança de mentalidade e ações, que tanto procuramos e tentamos colocá-la no coração de cada um como religioso, para que nunca se perca a fé e o significado de Cristo em nossas vidas. Uma pessoa que aflora seu “ser” e tem no seu interior coisas boas a dividir, compartilhar e oferecer para salvar o mundo, vive em paz consigo, tem felicidade e recebe as graças de Deus. Por outro lado, aquele que não trabalha sua maneira de ser, atrapalha e acaba por prejudicar e muito sua vida e as dos outros, passando pela vida sem ter um coração a servir.
O “ter” é o complemento do ser, pois ele é o reflexo do seu “ser” que passamos a enxergar nas suas atitudes, uma espécie de espelho que revela sua verdadeira natureza, aquela que muitas vezes tentamos esconder, mas toda pessoa percebe, não têm jeito... Suas formas de procedimentos estão relacionadas com o seu “ter” e por isso nos deparamos com muita gente que só pensa em ter: ter isso, ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo, quando na verdade esse consumismo é prejudicial, nos distancia do nosso ser, o ser mais amado, o ser mais feliz, o ser mais caridoso, o ser mais bondoso, em outras palavras: temos de “ser” mais humano para zelar e prezar pelo nosso interior. É ele que alimenta a alma e leva ao caminho de Cristo. Uma pessoa que gosta de ter muitas coisas sem necessariamente precisar, não traz pra si felicidade, estará vivendo isolada, em decorrência do seu próprio comportamento, e terminará passando pela vida sem saber o real valor de uma simples convivência. Devemos nos lembrar: nosso ser é eterno e nosso ter é passageiro, todas as coisas materiais como: carro, livros, móveis, roupas e etc., nós deixamos aqui, não levamos nada para a casa do Senhor. Enquanto nossa intenção - a essência do nosso ser - permanecerá viva diante de Cristo, sendo o que realmente importa para ele. Quanto mais há pureza do “ser”, mas o “ter” torna-se aceito para Deus, que mostrou através de Cristo a humildade da convivência, onde prevaleceu e prevalecerá o amor incondicional que norteará nossa conduta. Pois ele provou pela sua consciência e seu comportamento como se deve proceder para ter uma vida melhor enquanto estivermos aqui na Terra.Por isso é tão necessário direcionarmos este poder que alguns descobrem e fazem à diferença ao nosso favor, como também para a coletividade que dependerá continuamente das boas relações para a nossa evolução no mundo. Experimente “ser” e não “ter” e verá que a felicidade tão desejada, nunca saiu da sua casa.

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